31.10.08

Ao poeta Antonio Roberto

Versos traçados em eletrocardiografia,

Sonetos feitos de venopunção,

Rimas fingindo-se antibioticoterapia,

Quadrinhas sustentando a intubação...


 

Redondilhas contornando a arritimia,

Sextetos comandando a oxigenação...

Rimas ricas para a hipocalcemia,

Metáforas estimulando o coração...


 

O poeta, entre potássios e glicoses,

Vai declamando seu verso a várias vozes

E não esmorece, absolutamente...


 

Traduz em poesia tudo em torno

E faz da própria vida um grande forno

Que prepara poesia eternamente...

7 comentários:

Flávio Mussa Tavares disse...

Ótimo, de um grande poeta para um outro grande poeta.

Isabel Tavares disse...

Lindíssima, embora não conheça todos o jargão de médico.

Que Deus abençoe o nosso querido poeta Antônio Roberto.

Rose disse...

Que lindo, Luisinho!
Uma bela homenagem e força poética!
Beijos,
Rose.

Rose disse...

Que lindo, Luisinho!
Uma bela homenagem e força poética!
Beijos,
Rose.

Anônimo disse...

Obrigada pela homenagem ao meu pai. Lindo poema! Continuem mandando bastante energia neste momento. É o que ele e nós, filhos, precisamos.
Parabéns pelos versos, esperamos que o sangue do poeta mantenha o ritmo das palavras.
Abraços
Raquel

xexeojor disse...

O soneto,aliás, uma das expressões poéticas preferidas de Antonio Roberto,ficou como ele, emocionante e sensível.Realmente, a vida e a poesia valem a pena. É também emocionane ver a preocupação e a ternura das pessoas com o poeta.
Abraços
Luciana Fernandes

Anônimo disse...

Sensibilidade gera sensibilidade.
Embarco nos seus versos e na corrente da torcida por Antõnio Roberto.
Walnize Carvalho