21.11.12

A folha

Dou de cara com a folha de papel vazia,
A folha, como se estivesse a me esperar...
Vazia, a folha curiosa que me espia
Como se quisesse me provocar...

Mas sou em quem a provoco com minha caligrafia,
Palavras livres de se rabiscar...
A folha, provocada, quem diria,
Aos poucos, parece, começa a gostar...

Até quando, já suficientemente rabiscada,
A folha me agradece, encabulada,
Mostrando-me esse soneto escrito aqui,

E me sorri, tímida e maquiada,
Em forma de poesia improvisada
Que faz a folha tímida sorrir...

Um comentário:

Splanchnizomai abraçando o amanhã. disse...

Eta poetinha para escrever ternuramente bonito...
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. nao da para ficar quieta.