Muitas vezes quando estou no caminho de casa,
Eu trago comigo a nítida impressão
De que estou indo para a casa errada,
Para outra casa, para a minha não,
Talvez por conta da saudade que extravasa,
Mexendo as peças do meu coração,
Saudade do itinerário que eu usava
Quando eu tomava outra direção,
E daquele café com pão com queijo que eu tomava,
E das conversas que eu conversava,
E daqueles almoços, vendo televisão...
Por isso, quando vou para casa agora,
Eu me sinto sozinho, estrada afora,
Seguindo para onde ninguém me espera no portão...
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