Toda vez que a minha avó Maria dizia: tartitine,
O meu avô Nagib definitivamente não gostava,
Tem gestos que o olhar da gente já define,
Tartitine era uma palavra que o vovô não falava,
Mas a vovó falava o tempo todo, imagine
Com que naturalidade, ninguém imitava,
_Tartitine, menino! Como a sentença prum crime,
E a gente corria, mas ria, e também gostava...
Mas o vovô, não gostava: _Não fala isso, é feio,
E a gente perto do vovô ficava com receio,
E não falava tartitine nem por brincadeira,
Só perto da vovó, que não ligava,
E, sorridente, nos ensinava,
Que tartitine significa: vai pra debaixo da figueira.
Nenhum comentário:
Postar um comentário