Se existisse longe...
Para minha amiga Carla Brasil
Longe é um lugar que não existe,
Mas se existisse eu ia lá te ver,
Brincar e correr pra nunca te ver triste
E inventar mil coisas pra fazer:
Catar coquinho, pentear macaco,
Amolar o bode, ir passear na esquina,
Levar-te até a praia pra cavar um buraco
Que nos levasse até a China...
Longe é um lugar aqui bem pertinho...
Pega uma estrada, vai até Carinho,
Mais uma curva e chegamos na Emoção...
Longe é um lugar? E fica aonde?
Não sei, mas se é por lá que tu te escondes,
Longe é um pedaço do meu Coração...
16.2.07
15.2.07
O amor de novo...
Para Maria Ninha que em seu www.fotolog.com/maria_ninha declara: Cansei!!!! O Amor que me encontre...
Cansou?
O amor que te encontre?
Eu nunca tinha lido assim
Algo tão certo...
E acredite,
Maria Ninha,
Quando o julgamos longe
Ele está perto...
Se achamos que ele foi
Pro Paquistão
Ele nos chega
Em forma de um cartão,
Se o vemos
Lindo
Num buque de flores,
É mais provavel
Que esteja
Já
Em Açores...
Então voce tá certa...
Não procure.
O que é seu tá guardado
(diz o povo)...
E ainda que demore,
Custe,
Dure,
Ele te encontra...
E eis Maria Ninha
De amor novo...
Para Maria Ninha que em seu www.fotolog.com/maria_ninha declara: Cansei!!!! O Amor que me encontre...
Cansou?
O amor que te encontre?
Eu nunca tinha lido assim
Algo tão certo...
E acredite,
Maria Ninha,
Quando o julgamos longe
Ele está perto...
Se achamos que ele foi
Pro Paquistão
Ele nos chega
Em forma de um cartão,
Se o vemos
Lindo
Num buque de flores,
É mais provavel
Que esteja
Já
Em Açores...
Então voce tá certa...
Não procure.
O que é seu tá guardado
(diz o povo)...
E ainda que demore,
Custe,
Dure,
Ele te encontra...
E eis Maria Ninha
De amor novo...
14.2.07
Para João Hélio Fernandes...
Homenagem aos familiares do pequeno João Hélio Fernandes, recebido por Deus na sua grandeza, como um Anjo...
Porque João era um Anjo...
Imensa é a dor quando é da despedida,
A dor das "alegrias nunca mais"...
O fim da luz... A morte... O fim da vida...
A dor dilacerante... A dor sem paz...
Imensa é a dor... Profunda... Comovida...
Perder um anjo por modos tão brutais...
Sem piedade, a vida subtraida
Por bestas apocalipticas tão boçais...
Imensa a dor que dilacera o peito
A dor que não dá tregua e não tem jeito
A dor imensa que não quer passar...
Imensa a dor...E o coração, estreito,
Como se houvesse inda algo pra ser feito,
Encontra forças pra continuar...
Homenagem aos familiares do pequeno João Hélio Fernandes, recebido por Deus na sua grandeza, como um Anjo...
Porque João era um Anjo...
Imensa é a dor quando é da despedida,
A dor das "alegrias nunca mais"...
O fim da luz... A morte... O fim da vida...
A dor dilacerante... A dor sem paz...
Imensa é a dor... Profunda... Comovida...
Perder um anjo por modos tão brutais...
Sem piedade, a vida subtraida
Por bestas apocalipticas tão boçais...
Imensa a dor que dilacera o peito
A dor que não dá tregua e não tem jeito
A dor imensa que não quer passar...
Imensa a dor...E o coração, estreito,
Como se houvesse inda algo pra ser feito,
Encontra forças pra continuar...
9.2.07
A Poesia
A poesia, palavra dada,
Depois de lida, som que nao tem dono,
Depois de escrita, moça sem morada,
Sonho sem rumo que nao tem sono...
A poesia, escrava libertada,
Rainha que escapou do próprio trono,
Intensa, feito coisa desejada,
Definitiva, feito o abandono...
A poesia, terra sem fronteiras,
Palavra dita de várias maneiras
Tentando o mesmo significado...
E assim, sem dono, absoluta e boa,
Ave ligeira e soberana, voa,
Letra sem trava, cancela sem cadeado...
A poesia, palavra dada,
Depois de lida, som que nao tem dono,
Depois de escrita, moça sem morada,
Sonho sem rumo que nao tem sono...
A poesia, escrava libertada,
Rainha que escapou do próprio trono,
Intensa, feito coisa desejada,
Definitiva, feito o abandono...
A poesia, terra sem fronteiras,
Palavra dita de várias maneiras
Tentando o mesmo significado...
E assim, sem dono, absoluta e boa,
Ave ligeira e soberana, voa,
Letra sem trava, cancela sem cadeado...
20.1.07
Pai
(20 de janeiro, aniversário de nascimento de meu pai, Sebastião Clóvis Tavares)
Olha por nós, teus filhos reincidentes,
Desaprendizes da tua lição,
Teimosos, errados, renitentes,
Mas filhos do teu coração...
Olha por nós, Pai, filhos carentes,
Que nos soltamos da tua mão...
Perdidos, como alunos repetentes,
Desarvorados, náufragos sem chão...
Ilhados das próprias enchentes,
Levados pelas correntes
Que levam os brincalhões sem atenção,
Pouco a pouco tornamo-nos doentes...
Fica conosco, filhos inconseqüentes,
Derrama sobre nós tua proteção...
(20 de janeiro, aniversário de nascimento de meu pai, Sebastião Clóvis Tavares)
Olha por nós, teus filhos reincidentes,
Desaprendizes da tua lição,
Teimosos, errados, renitentes,
Mas filhos do teu coração...
Olha por nós, Pai, filhos carentes,
Que nos soltamos da tua mão...
Perdidos, como alunos repetentes,
Desarvorados, náufragos sem chão...
Ilhados das próprias enchentes,
Levados pelas correntes
Que levam os brincalhões sem atenção,
Pouco a pouco tornamo-nos doentes...
Fica conosco, filhos inconseqüentes,
Derrama sobre nós tua proteção...
13.11.06
A Feira de Livros de Porto Alegre
A Poesia passeando pela Feira,
Lendo poemas, por distração,
Colhendo um livro na prateleira,
Folheando um outro, sobre o balcão...
Suavemente passeadeira
A Poesia, pelo Calçadão,
Como se fosse um verso de Bandeira
Ou Vinicius dedilhando um violão...
A Feira de Livros de Porto Alegre
Desatenta, não percebe
A Poesia visitando a Exposição...
A delicada Poesia que passeia
Maravilhosa, como a Lua Cheia,
Vertendo versos do coração...
A Poesia passeando pela Feira,
Lendo poemas, por distração,
Colhendo um livro na prateleira,
Folheando um outro, sobre o balcão...
Suavemente passeadeira
A Poesia, pelo Calçadão,
Como se fosse um verso de Bandeira
Ou Vinicius dedilhando um violão...
A Feira de Livros de Porto Alegre
Desatenta, não percebe
A Poesia visitando a Exposição...
A delicada Poesia que passeia
Maravilhosa, como a Lua Cheia,
Vertendo versos do coração...
3.11.06
Imortalidade
Os que partiram desta vida e, com saudade,
Deixaram os seus queridos nesta vida,
E caminharam para a eternidade
Apos essa aparente despedida,
E assim seguindo para outra realidade,
Transformando-se em recordacao querida,
Ao experimentarem a imortalidade
Nessa jornada sem volta e sem saida
Vivem agora alem do pensamento
E seguem, caminhando vida adentro,
Filhos da Grande Lei que nos governa...
E permanecem, para alem, vivendo,
E de algum modo compreendem que morrendo
E que se vive para a vida eterna...
Os que partiram desta vida e, com saudade,
Deixaram os seus queridos nesta vida,
E caminharam para a eternidade
Apos essa aparente despedida,
E assim seguindo para outra realidade,
Transformando-se em recordacao querida,
Ao experimentarem a imortalidade
Nessa jornada sem volta e sem saida
Vivem agora alem do pensamento
E seguem, caminhando vida adentro,
Filhos da Grande Lei que nos governa...
E permanecem, para alem, vivendo,
E de algum modo compreendem que morrendo
E que se vive para a vida eterna...
31.10.06
Soneto para Mariana
Ela é Mariana, a que não é Marina,
(Quem confundiu Marina com Mariana?)
Tão bela assim, quem ve logo imagina
Que ela é carioca... Mas é paulistana...
Ela é Mariana. Vive Medicina.
Nem sabe mais o que é fim de semana.
Sorriso calmo, aparencia fina,
E quase loura... Mas isso é filigrana...
Mariana, a que parece uma menina,
O mesmo nome ela tem da minha prima,
A mesma delicadeza da minha mana...
Ela é Mariana, a transbordar rima
Com a sutileza da ocitocina
E a perfeição dos versos de Quintana...
Ela é Mariana, a que não é Marina,
(Quem confundiu Marina com Mariana?)
Tão bela assim, quem ve logo imagina
Que ela é carioca... Mas é paulistana...
Ela é Mariana. Vive Medicina.
Nem sabe mais o que é fim de semana.
Sorriso calmo, aparencia fina,
E quase loura... Mas isso é filigrana...
Mariana, a que parece uma menina,
O mesmo nome ela tem da minha prima,
A mesma delicadeza da minha mana...
Ela é Mariana, a transbordar rima
Com a sutileza da ocitocina
E a perfeição dos versos de Quintana...
17.10.06
O menino
(Para Alberto Santos Dumont)
_O homem voa?
_Voa...
_Voa nada...
O homem foi feito pra caminhada,
Pisar a terra,
Passear no chão.
Voar é próprio pra passarada,
Voar é coisa pro gavião...
Dizer que o homem voa é coisa errada,
Coisa completamente sem noção.
_O homem voa?
_Voa...
_Que tolice...
Quem foi que disse
Que o homem é de voar?
Se não tem asas, mas pés de andar na terra,
Como é que poderia, ele, alcançar
As nuvens distraídas sobre a serra
E os pássaros que passeiam sobre o mar?
Por não ter duas asas
Mas duas pernas,
Tudo que o homem sabe
E pode é andar.
_ O homem voa?
_Voa..
_Voa não....
Só nas histórias da imaginação,
Só nos delírios da fantasia,
Porque sem asas, com que condição?
Porque sem elas, como poderia?
Voar é coisa de contos de ficção,
Palavra criada pra escrever poesia,
Por isso quem tentou, tentou em vão
Por isso é que ninguém conseguiria...
_ O homem voa?
_Voa...
E o menino não percebia,
Mas enquanto ele respondia, decolava,
Possivelmente porque enquanto respondia
Trazia um coração que volitava
Levando o menino, que por isso já sabia
Desde quando ninguém ainda sonhava....
O coração do menino era o seu guia
E o menino ia para onde o coração levava..
“O homem voa?” E o menino respondia
“Voa” à pergunta que o professor perguntava.
Não era ali o menino o que aprendia
Posto que era o menino o que ensinava.
_O homem voa?
_Voa
Naquela hora
Daquele dia
Já desde ali o homem então voava...
(Para Alberto Santos Dumont)
_O homem voa?
_Voa...
_Voa nada...
O homem foi feito pra caminhada,
Pisar a terra,
Passear no chão.
Voar é próprio pra passarada,
Voar é coisa pro gavião...
Dizer que o homem voa é coisa errada,
Coisa completamente sem noção.
_O homem voa?
_Voa...
_Que tolice...
Quem foi que disse
Que o homem é de voar?
Se não tem asas, mas pés de andar na terra,
Como é que poderia, ele, alcançar
As nuvens distraídas sobre a serra
E os pássaros que passeiam sobre o mar?
Por não ter duas asas
Mas duas pernas,
Tudo que o homem sabe
E pode é andar.
_ O homem voa?
_Voa..
_Voa não....
Só nas histórias da imaginação,
Só nos delírios da fantasia,
Porque sem asas, com que condição?
Porque sem elas, como poderia?
Voar é coisa de contos de ficção,
Palavra criada pra escrever poesia,
Por isso quem tentou, tentou em vão
Por isso é que ninguém conseguiria...
_ O homem voa?
_Voa...
E o menino não percebia,
Mas enquanto ele respondia, decolava,
Possivelmente porque enquanto respondia
Trazia um coração que volitava
Levando o menino, que por isso já sabia
Desde quando ninguém ainda sonhava....
O coração do menino era o seu guia
E o menino ia para onde o coração levava..
“O homem voa?” E o menino respondia
“Voa” à pergunta que o professor perguntava.
Não era ali o menino o que aprendia
Posto que era o menino o que ensinava.
_O homem voa?
_Voa
Naquela hora
Daquele dia
Já desde ali o homem então voava...
Irresistivel
(Para minha amiga Val)
Ah,
Eu seria capaz,
Como seria,
De fazer versos sem rima
Tentando fazer poesia,
De ir a China
Atrás de uma guria,
De assoviar
E ao mesmo tempo
Chupar cana,
Mas acredite:
Absolutamente incapaz
De resistir
A um verso de Quintana...
Seria capaz de cantar
Musica chilena,
Musica gauchesca,
Mil balalaikas,
Musica cubana...
De ir acampar no Alasca,
De passar o mes sem grana,
Seria capaz,
Eu juro
De beber chimarrão puro
(ai que drama)
Mas
Jamais
De resistir
A um verso de Quintana...
Seria sim
Capaz
De falar de amamentação
E me esquecer
De como é
Que um bebe mama...
Seria capaz
De dar plantão
Em fim de semana,
De matar aula
E achar isso bacana,
De beber uma Skol
E achar que bebi uma Brahma...
Mas quem te disse
Que eu resisto
A um verso
De Quintana?
(Para minha amiga Val)
Ah,
Eu seria capaz,
Como seria,
De fazer versos sem rima
Tentando fazer poesia,
De ir a China
Atrás de uma guria,
De assoviar
E ao mesmo tempo
Chupar cana,
Mas acredite:
Absolutamente incapaz
De resistir
A um verso de Quintana...
Seria capaz de cantar
Musica chilena,
Musica gauchesca,
Mil balalaikas,
Musica cubana...
De ir acampar no Alasca,
De passar o mes sem grana,
Seria capaz,
Eu juro
De beber chimarrão puro
(ai que drama)
Mas
Jamais
De resistir
A um verso de Quintana...
Seria sim
Capaz
De falar de amamentação
E me esquecer
De como é
Que um bebe mama...
Seria capaz
De dar plantão
Em fim de semana,
De matar aula
E achar isso bacana,
De beber uma Skol
E achar que bebi uma Brahma...
Mas quem te disse
Que eu resisto
A um verso
De Quintana?
14.10.06
O poema que havia aqui...
Quando um poema é mal dedicado
E o seu destinatário o desmerece inteiro,
E o que era doce torna-se salgado
E o que era aromático, sem cheiro,
E se o que foi carinhosamente preparado
Como se fosse um exótico tempero
Torna-se azedo, destemperado
E de aspecto ruim, feito um atoleiro,
Então é necessário ao poema errado
Mais que imediatamente ser trocado
Como quem troca de cela um prisioneiro,
E enquanto um novo poema é rabiscado,
Verso nenhum é melhor que um mal versado
Até que um verso novo e um novo herdeiro...
Quando um poema é mal dedicado
E o seu destinatário o desmerece inteiro,
E o que era doce torna-se salgado
E o que era aromático, sem cheiro,
E se o que foi carinhosamente preparado
Como se fosse um exótico tempero
Torna-se azedo, destemperado
E de aspecto ruim, feito um atoleiro,
Então é necessário ao poema errado
Mais que imediatamente ser trocado
Como quem troca de cela um prisioneiro,
E enquanto um novo poema é rabiscado,
Verso nenhum é melhor que um mal versado
Até que um verso novo e um novo herdeiro...
13.10.06
20.9.06
A técnica e a técnica
Durante as 1001 atracoes do IX ENAM tive o prazer inominado de conhecer e conversar com Fernanda Sa, Enfermeira e Fotografa do Aleitamento que tem a capacidade impar de colher emocoes em sua maquina.Fiquei de escrever um poema para algumas de suas fotos, mas de forma diferente do que mira e clica, o que pensa e escreve acaba frente a frente com um texto que nao planejara...Esta e uma homenagem a Fernanda Sa, tecnica, e a sua tecnica fotografica e a seu poder de nos encantar...:)
A perfeição da técnica fotográfica
Sob a visão da técnica obstétrica.
A Enfermeira por trás da maquina,
A sensibilidade muito mais que a técnica...
A técnica apurada como tática,
Como se a foto tivesse rima e métrica,
E a Enfermeira, cuja foto matemática
Revela-se belíssima e poética...
A Enfermeira e a fotografia,
Ciência amamentada com poesia
Materializando técnica e paixão...
A técnica fotográfica apurada,
A Enfermeira, técnica iluminada,
E esse soneto por contemplação...
Durante as 1001 atracoes do IX ENAM tive o prazer inominado de conhecer e conversar com Fernanda Sa, Enfermeira e Fotografa do Aleitamento que tem a capacidade impar de colher emocoes em sua maquina.Fiquei de escrever um poema para algumas de suas fotos, mas de forma diferente do que mira e clica, o que pensa e escreve acaba frente a frente com um texto que nao planejara...Esta e uma homenagem a Fernanda Sa, tecnica, e a sua tecnica fotografica e a seu poder de nos encantar...:)
A perfeição da técnica fotográfica
Sob a visão da técnica obstétrica.
A Enfermeira por trás da maquina,
A sensibilidade muito mais que a técnica...
A técnica apurada como tática,
Como se a foto tivesse rima e métrica,
E a Enfermeira, cuja foto matemática
Revela-se belíssima e poética...
A Enfermeira e a fotografia,
Ciência amamentada com poesia
Materializando técnica e paixão...
A técnica fotográfica apurada,
A Enfermeira, técnica iluminada,
E esse soneto por contemplação...
14.8.06
10.8.06
As mãos abertas
Para os amigos Gabriela e Mário...
Mãos que atravessam a vida se entregando,
E se doando, E se oferecendo,
Sem se importar com o como, o onde, o quando,
Ou se o que entregam é o que vão perdendo...
Mãos sempre abertas, nunca se fechando,
E assim, abertas, sempre crescendo,
E quanto maiores, mais vão se dando,
Alheias ao que alguns outros vão dizendo...
Mãos sempre abertas porque não tem medo
De darem-se inteiramente e desde cedo,
Por não saberem outra felicidade...
Que Deus as permaneça sempre assim
Nessa semeadura que é sem fim
E as abençoe por toda a eternidade...
Para os amigos Gabriela e Mário...
Mãos que atravessam a vida se entregando,
E se doando, E se oferecendo,
Sem se importar com o como, o onde, o quando,
Ou se o que entregam é o que vão perdendo...
Mãos sempre abertas, nunca se fechando,
E assim, abertas, sempre crescendo,
E quanto maiores, mais vão se dando,
Alheias ao que alguns outros vão dizendo...
Mãos sempre abertas porque não tem medo
De darem-se inteiramente e desde cedo,
Por não saberem outra felicidade...
Que Deus as permaneça sempre assim
Nessa semeadura que é sem fim
E as abençoe por toda a eternidade...
21.7.06
A Generosa Mãe
A rima rica, ostentadora rima,
É como a rima pobre e maltrapilha
Tem do poeta a mesma grande estima
Assim como é o amor de pai pra filha.
E, sendo assim, tanto faz clima com lima,
Ou, de outra forma, Emilia com matilha,
A rima é sempre superior, pra cima,
E imprevisivel, como uma armadilha...
E tanto faz se ela é rica, ostentadora,
Ou pobre a rima, moça sonhadora,
Nascida nas elites ou no gueto,
A rima é feito o fio da meada,
É o que da vida à palavra dada,
Mãe generosa pra qualquer soneto...
A rima rica, ostentadora rima,
É como a rima pobre e maltrapilha
Tem do poeta a mesma grande estima
Assim como é o amor de pai pra filha.
E, sendo assim, tanto faz clima com lima,
Ou, de outra forma, Emilia com matilha,
A rima é sempre superior, pra cima,
E imprevisivel, como uma armadilha...
E tanto faz se ela é rica, ostentadora,
Ou pobre a rima, moça sonhadora,
Nascida nas elites ou no gueto,
A rima é feito o fio da meada,
É o que da vida à palavra dada,
Mãe generosa pra qualquer soneto...
Orkutiana
Eu sempre adiciono quem conheço
Quem não conheço, também, de vez em quando
E embora tudo na vida tenha um preço
Não cobro nada para ir adicionando...
E assim eu adiciono. É um bom começo
O resto é só depois que vai brotando.
É como a vida: começa pelo berço
E o tempo ensina a seguir engatinhando.
Por isso mesmo eu sempre adiciono
Quem não quer ser maior nem mais nem dono
Quem fala a língua da simplicidade.
Eu sempre adiciono assim, então:
Sinceridade, a única condição.
Eu planto aqui sementes de amizade
Eu sempre adiciono quem conheço
Quem não conheço, também, de vez em quando
E embora tudo na vida tenha um preço
Não cobro nada para ir adicionando...
E assim eu adiciono. É um bom começo
O resto é só depois que vai brotando.
É como a vida: começa pelo berço
E o tempo ensina a seguir engatinhando.
Por isso mesmo eu sempre adiciono
Quem não quer ser maior nem mais nem dono
Quem fala a língua da simplicidade.
Eu sempre adiciono assim, então:
Sinceridade, a única condição.
Eu planto aqui sementes de amizade
20.7.06
Amigo
Amigo. Sempre bom te-lo por perto,
Como uma escora, como uma canoa,
Como uma concha dágua no deserto,
Como um pedaço bom da fruta boa,
Amigo. Sempre um reforço certo
Nunca é qualquer coisinha ou coisa à toa...
Suavidade feita de concreto,
É um bem estar pra qualquer pessoa...
Amigo. É sempre bom traze-lo junto
De cada dia, foto, verso, mail, assunto,
De cada hora ruim de despedida...
Amigo. A endorfina para a dor do corte,
A vida que resiste além da morte,
Delicadeza para toda vida...
Amigo. Sempre bom te-lo por perto,
Como uma escora, como uma canoa,
Como uma concha dágua no deserto,
Como um pedaço bom da fruta boa,
Amigo. Sempre um reforço certo
Nunca é qualquer coisinha ou coisa à toa...
Suavidade feita de concreto,
É um bem estar pra qualquer pessoa...
Amigo. É sempre bom traze-lo junto
De cada dia, foto, verso, mail, assunto,
De cada hora ruim de despedida...
Amigo. A endorfina para a dor do corte,
A vida que resiste além da morte,
Delicadeza para toda vida...
14.7.06
Cantando...
Eu já não tenho mais meu coração,
Perdi-o para sempre para a eternidade.
No lugar dele, um corte, um arranhão,
E alguns sinais profundos de amizade...
Ja tive um dia. Tenho mais não.
No lugar dele, a saudade,
As marcas de gratidão e ingratidão,
E uns restos de boa e má vontade...
Já tive um dia. Perdi. Não tenho mais.
Meu coração preferiu deixar-me em paz
E o que guardei pra mim já não doi tanto...
Hoje, em silencio, da minha escotilha,
Caminho pelos versos de Cecilia:
Não sou alegre. Não sou triste. Sou poeta. Eu canto.
Eu já não tenho mais meu coração,
Perdi-o para sempre para a eternidade.
No lugar dele, um corte, um arranhão,
E alguns sinais profundos de amizade...
Ja tive um dia. Tenho mais não.
No lugar dele, a saudade,
As marcas de gratidão e ingratidão,
E uns restos de boa e má vontade...
Já tive um dia. Perdi. Não tenho mais.
Meu coração preferiu deixar-me em paz
E o que guardei pra mim já não doi tanto...
Hoje, em silencio, da minha escotilha,
Caminho pelos versos de Cecilia:
Não sou alegre. Não sou triste. Sou poeta. Eu canto.
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