6.2.06

Ocaso (II)

Faz tempo a poesia foi-se embora
Deixando sozinho meu coração...
Levou suas rimas, aquela senhora,
A poesia, sem compaixão...

E foi-se como quem não se demora,
Como quem vai ali comprar um pão,
E quando alcança o mundo que há la fora
Segue adiante, quer voltar mais não...

Faz tempo a poesia bateu asas
Tornando meus rios poços de águas rasas,
Tornando quase tudo solidão...

Hoje eu espero um sinal, que ela apareça
Numa tarde qualquer de alguma terça,
Como um adubo alimentando o chão...

22.1.06

Ocaso

Faz algum tempo que eu não faço um verso,
Que eu não escrevo alguma poesia...
Se meu nome fosse sangue, por certo
Eu me chamaria anemia...

Porque faz tempo que eu não consigo
Fazer como até um tempo atrás eu ainda fazia:
Um verso pra cada motivo,
Um motivo qualquer pra cada dia...

Faz tempo que eu já não escrevo nada,
Faz tempo que a poesia vai, calada,
Silenciando meu coração...

Por isso essa palavra improvisada,
Resto de letra, eu creio, inconformada
Por tanto tempo sob essa condição...

30.12.05

Felicidade sempre

Felicidade sempre.
Mesmo quando rala,
Quando longe,
Quando triste,
Mesmo quando a gente
Acha que não existe,
Felicidade sempre,
Vitaminada,
Purpurinada,
Reluzente,
Trazendo um Ano Novo
So pra gente,
E ainda que isso seja só poesia,
E ainda hoje em dia
Todo dia seja igual
A todo dia,
E ainda que a felicidade
Esteja ausente,
Eu te desejo sempre
Felicidade,
E sempre,
Porque a felicidade
É geralmente
Persistente,
Reticente,
Paciente,
Coerente
E intermitente...
Portanto,
Experimente
Simpresmente
Felicidade
Que é uma vez
E é para sempre...

9.12.05

Assim...

O coração é assim:
Desatinado,
Desinibido,
Descontraido,
Desabalado...
Às vezes crê no que não faz sentido...
Às vezes foge pelo lado errado...
Às vezes morre da flexa de um cupido...
Às vezes foge de um anjo alado...
O coração é assim:
Às vezes julga-se um senhor sabido...
Às vezes sente-se um pobre coitado...
O coração é assim:
Inesgotável,
Mágico,
Indefinido...
Eternamente
Desconcertado...

5.12.05

O Coração Materno
Ao escutar, dia desses, Chopin, recordei-me da minha infancia, da minha mãe ao piano, de como eu era feliz...
E chorei...

O piano Essenfelder na sala da frente
Da nossa casa, na Rua Benta Pereira,
Tocando Chopin delicadamente...
A minha mãe, assim, dessa maneira,

Ao piano da sala, docemente,
Por dedicação ou por brincadeira
Tocava Chopin pra gente
Na nossa casa, por nossa infancia inteira...

Noturnos clareando aqueles dias,
Berceuses como se fossem poesias,
Todos os sabados pela manhã...

O piano na sala e, delicado,
O coração da minha mãe, emocionado,
Ouvindo a minha mãe tocar Chopin...

20.11.05

A maldade

Limpe o seu coração dessa maldade
E modifique seu pensamento.
Afaste-se de vez da obscuridade.
E purifique-se quando ainda é tempo.

Experimente cordialidade,
Delicadeza como pensamento.
Ninguem habita a imbecilidade
O tempo inteiro e sempre cem por cento.

Desista de ser mau assim. Quem sabe
A estupidez que há em voce acabe
E não reapareça nunca mais...

Limpe seu coração de vez. E viva
Essa sua felicidade compulsiva...
E esteja pronto pra morrer em paz...
A rodovia da buracaria
Para a BR 101, também chamada rodovia da morte.

Seja bem-vindo a minha rodovia,
Mas não repare os buracos que ela tem.
São feito assombração: a gente chia
E quanto mais chia, mais buracos vem...

E tem buracos, minha rodovia,
Capazes de aborrecer um mestre zen,
Cortarem o efeito de uma anestesia,
Fazerem uma grávida ganhar neném...

A rodovia da buracaria...
Não falta nela buraco pra ninguém...
E cada um deles e uma garantia
De sempre mais buraco ano que vem...

Tem buraquinho pura porcaria,
Tem buracão onde cabe um trem,
Buraco servindo de moradia,
Buraco onde funciona um armazém,

Buraco dado como cortesia,
Buraco do mal, buraco do bem,
Buraco do tamanho da Bahia,
Buraco que vai daqui até Xerém,

Já tem buraco nela dando cria,
Buraco chamando buraco de meu bem,
Buraco de programa, buraco guia,
Buraco cheio de nhem nhem nhem...

Buracos que o Bin Laden adoraria,
Buraco a cara do Sadam Houssaim,
Até o Guiness vai, no próximo Guia,
Contar quantos buracos que ela tem,

E sempre que a viagem for um saco
E o radio não estiver pegando bem,
Experimente contar buraco
Zerando o contador a cada cem...

Uma anti-Midas, minha rodovia:
Todo veiculo que ela toca vira um caco.
Nunca se esqueça, pois, da companhia
Do step balanceado e do macaco...

E, qualquer dia, eu não me espantaria
Se, usando um equipamento ultra-compacto,
Criarem uma nova rodovia
Ligando um buraco a outro buraco...

Seja bem-vindo a minha rodovia
Mas não se esqueça de trazer dinheiro:
A rodovia da buracaria
É o paraíso do borracheiro...

Abandonada, a minha rodovia...
Tratada sem cuidado e sem perdão...
A rodo-morte, a buraco-via,
Envergonhando o nome da Nação...

31.10.05

Uma palavra
Aos que se foram

Uma palavra que não tem medida,
Uma medida sem tradução,
Um gosto amargo de despedida,
Uma pontada arranhando o coração...

Uma palavra para toda a vida,
Uma vontade de que não fosse não,
Uma saudade mal traduzida
Palavra feita de solidão...

Uma palavra que não se acaba,
Uma saudade presa na palavra,
Uma palavra: desolação...

Uma palavra de pronuncia amarga,
Uma palavra aberta, feito chaga,
Uma vontade de abraçar-te em vão...

30.10.05

Os prostitutas estão voltando

Em Campos, minha cidade, assim que foi anunciada a realização de uma nova eleição para prefeito, a classe politica fez profundas revisões ideológico-partidarias e iniciou o troca-troca de partido como quem troca de cueca suja...
Os prostitutas estão voltando...
Sem querer, entretanto, ofender as prostitutas...

Os prostitutas estão voltando,
Por qualquer raspa de voto se vendendo,
Pelo sabor de um cargo, vão trocando
De opinião ou de lider, dependendo...

Os prostitutas, de volta, se ofertando,
Pra qualquer eleitor se derretendo,
Sorrindo, conversando, discursando,
Fazendo, acontecendo, prometendo...

Os prostitutas de volta, se esmerando
Em revelar sempre bons principios quando
Na realidade não tem remendo...

Os prostitutas de volta, sempre em bando,
Por meio voto qualquer se desmanchando,
Por quase nada se desmerecendo...

26.10.05

A dor
"A dor faz a evolução e a evolução anula progressivamente a dor."
Pietro Ubaldi

Não tem valor quando só desespera,
Só faz crescer a auto-compaixão...
É insuficiente, a dor, quando não gera
A complacencia, o perdão...

Nem é bastante quando dilacera
E ainda assim não toca o coração...
Se faz brotar, em quem a sente, a fera,
Carece, a dor, sofrer repetição...

Se não desarma, a dor fica latente...
Se não sublima, não é suficiente...
Não faz sentido a dor, não tem razão...

Inutil a dor, ainda quando diária...
Se não eleva, é desnecessária...
É espectro de dor... Não tem função...
Como escrever um soneto

Invente um verso, qualquer um, primeiro,
E um outro verso logo em seguida.
Pra rima ficar feliz faça um terceiro.
E um quarto. Pronto. Quadra concluida.

Mas pro soneto tornar-se verdadeiro
Uma outra quadra há de ser acrescida...
Escreva mais um verso corriqueiro...
Segunda quadra. Missão cumprida.

Ta quase pronto. Quase completo.
Uma outra frase aqui e o seu projeto
Possui, já, duas quadras e um terceto...

Escreva mais um verso e de uma olhada:
Parece que, agora sim, não falta nada,
Está prtonto pra uso o seu soneto...

19.10.05

Pela vida...

Eu sempre sim. O sim que é pela vida.
Pela não cooperação, o sim, com o mal.
A não violencia como unica saida.
A não violencia como habito essencial.

Eu sempre o sim da alma convencida
A não cooperar com o caos social,
Com a morte por tiro, com a bala perdida,
Com o revolver como simbolo nacional,

Com a violencia banalizada,
Com a estupidez como gesto habitual,
Com a morte, como se a vida fosse nada
E como se matar fosse normal...

Se a bala que estraçalha o corpo humano
E faz jorrar o sangue onde antes não,
Gerando panico por causar o dano,
Causando a morte por hipotensão,

Se a bala que transpassa a artéria aorta,
Se a bala, causadora da lesão
Que torna a coisa viva coisa morta
Contar com minha eventual aprovação,

Eu perderei a minha dignidade...
Eu nunca mais merecerei perdão...
Quem se associa à animalidade
Não faz por merecer a compaixão...

Eu sempre sim. Até quando as pistolas
Forem expulsas das nossas escolas
E ali entrarem somente a letra e o pão...

Eu sempre sim. Até quando os gatilhos
Pouparem a vida dos nossos filhos,
Poupando a honra da nossa nação...

Um sim para que mortes desse jeito:
Um tiro no abdome, outro no peito,
Desapareçam de circulação...

O armamentismo cruel e insensato
Vulgarizou a morte, o assassinato,
O crime, o sangue, o ódio sem razão...

Eu sempre sim. Pela vida. Menos tiros.
Mais alegrias. Menos suspiros.
Diante da bala ninguém é cidadão...

Pela esperança. Pela decencia.
Pela não cooperação com a violencia.
Não disse Cristo a Pedro assim, em vão:

Pedro, embainha a tua espada...
Passarão o Céu e a Terra, como um nada,
Mas as palavras de Jesus não passarão...

6.10.05

A Escola Jesus Cristo faz 70 anos
Em 27 de outubro de 2005 a EJC, fundada em 1935, faz aniversário...

A Escola Jesus Cristo faz setenta anos
Cumprindo sua missão,
Acompanhando, compreendendo,
Tomando conta do nosso coração...

Setenta anos, a Escola Jesus Cristo,
Exercitando a multiplicação
Do pão, do peixe, da luz, da vida,
Da gentileza, da gratidão...

E faz setenta a Escola Jesus Cristo,
Como quem recebe o visto,
Como quem guarda o mérito do louro...

Ah, minha Escola setentenária...
Ah, minha fonte de amor diária...
A Escola Jesus Cristo... Ah, meu tesouro...
A contra-mão
Após escutar o novo CD de Zeca Baleiro, onde ele afirma que o melhor da vida é sexo e ócio...

Meu caro e prezadissimo patricio:
Melhor é sexo e ócio? E é só isso?
Nenhum cantinho para o coração?
Eu tento concordar... Mas é dificil.
Se o melhor é o sexo e o ócio, desde o inicio
Eu devo ter tomado a contra-mão...

2.10.05

O ódio

Nem é preciso que seja um ódio intenso,
Desabalado, desconcertante,
Feito uma lama de petróleo, denso,
Feito um Rio Amazonas, transbordante...

Nem necessário que seja, o ódio, imenso
Feito uma onda gigante,
Tampouco que ele seja tão extenso
Quanto é o aneurisma dissecante...

Basta que seja ódio pra que seja
Como uma artéria que já não lateja,
Como uma doença sem cura...

Basta que seja ódio, e isso basta
Para que seja a escuridão nefasta
E absoluta, como a sepultura...

5.9.05

O poeta faz quarenta e seis anos...

Quando mais tarde
Já for madrugada,
E o dia for o sexto desse mês,
E já estiver dormindo a gurizada,
Vamos soprar as velhinhas:
Parabéns...
O poeta hoje
Faz quarenta e seis...

Vamos soprar as velhinhas
Pro poeta
De versos diversos
De amor e insensatez...
Versos de diversão e desespero,
Versos de contra mão e de atoleiro,
Versos de coração pro mundo inteiro
Porque essa vez
É a do poeta fazer quarenta e seis...

Depois de versos em castelhano
Jamais escritos, como em javanês,
Tampouco rimas feitas em alemão,
Ou redondilhas todas em inglês,
Quem sabe um dia como no Japão,
Como no Congo ou no Cazaquistão,
Quem sabe um dia em francês,
Mas hoje não,
Porque o poeta hoje
Faz quarenta e seis...

Depois de rimas para Lindamara,
Depois de versos para Marines,
Depois de estrofezinhas para Iara,
De decassílabos para alguma ex,
Sonetos para Lara,
Quadrinhas para Sara,
Repentes para Maria das Mercês,
Hoje o poeta,
Figura rara,
Fica em silencio
E faz quarenta e seis...

Depois de versos proscritos
Temperados com acidez,
Palavras contra
Maldades alheias,
Rimas brigando contra a estupidez,
Depois de textos malditos
Escritos pra enfrentar
A luz e as leis,
Hoje descansa
A velha criança
Que no poeta
Faz quarenta e seis...

Depois de ritmos diversos,
Dia a dia,
Mês a mês,
Muitos versos,
Vários versos,
Três ou quatro
Ou cinco ou seis,
Depois de pencas de versos
Então eis
Que hoje o poeta
Faz quarenta e seis...

Por isso guardou suas rimas,
Escondeu seu português,
Jogou a caneta fora,
O notebook? Talvez...
Parece que foi-se embora,
Disseram que não demora,
Terá ido jantar fora?
Não sabeis?
O poeta esta dormindo
Por agora...
O poeta acaba
De fazer quarenta e seis...

20.8.05

Lição de Conjugação
(conjugação, o mesmo que ligação; que junção)

Eu amamento,
Tu amamentas,
Ele amamenta...
Como a palavra
A contagiar
Quem experimenta...
Nós amamentamos,
Vós amamentais,
Eles amamentam...
É muito bom para todos quantos tentam...

Eu amamento exclusivamente.
Sou cem por cento peito dependente,
O peito é a fonte ampla de sustento
Para o meu rebento.

Tu amamentas
Sempre com um sorriso
E tantas vezes
Quanto for preciso:
Dez, vinte, cincoenta,
Duzentas vezes duzentas,
Porque amamentar
É experimentar
Um pedacinho
Do paraíso...

Ele amamenta
Quando me sustenta
Quando me apóia,
Quando me ajuda
Ou mesmo quando tenta...
No movimento
Do trem da vida
O leite materno
É o motor
Que o movimenta...

Nós amamentamos
Quando nos reunimos,
Quando conversamos,
Quando discutimos
Quando discordamos,
Quando concluímos,
E mesmo às vezes que erramos
Nós amamentamos
Porque é corrigindo erros
Que seguimos...

Vós amamentais
Quando, pela paz,
Ofertais luz...
E quando, envolta em luz,
Encontrais paz...
E quanto mais
Amamentais
Tanto mais delicadeza produz
O vosso peito...
E isso é perfeito...
Mas desse jeito
Somente o leite materno
E nada mais...

Eles amamentam
Quando acordam,
Quando deitam,
Quando choram,
Quando sentam,
Quando é por medo
Eles se apacientam,
Quando é por frio
Eles se acalentam,
Quando é só pra brincar
Eles inventam
E brincam de brincar de mamar
Mas quando estão com fome
Não agüentam:
Eles amamentam,
Ah, se amamentam,
E como amamentam...

É fácil conjugar o verbo inteiro:
Eu amamento,
Tu amamentas,
Ele amamenta...
Do Oiapoque ao Chui
Passando pelo Rio de Janeiro...
Nós amamentamos,
Vós amamentais,
Eles amamentam...
Quem ganha com isso
É o povo brasileiro...

6.8.05

A minha mãe
Minha mãe fez ontem 75 anos de idade.
Assistiu ao horror da Grande Guerra, enfrentar as perdas de seu pai, da sua mãe, de dois irmãos, do esposo amado e de um filho muito querido com serenidade...
Após vencer a provação do enfrentamento das lutas da vida com suavidade plena, minha mãezinha Hilda cruzou os 75 com a graça de uma bailarina aos 15.
Para minha mãe, meu poema...

De onde vem, mãe,
Essa sua força impressionante
Capaz de calar
A noite que apavora?
De onde essa sua leveza flutuante?
De onde essa sua prontidão sem hora?
De onde essa certeza da sua mão
Capaz de fazer parar
Uma bala de canhão?
Esse carinho que nunca cessa?
Essa sua falta de pressa
Para o auxilio
Ao amigo,
Ao irmão,
Ao esposo,
Ao pai,
À mãe
E ao filho?
De onde essa sua alma sempre preparada
Para reagir à estupidez lavada,
Ao desamor tamanho
E transformá-lo
Em fruto,
Em doce,
Em paz,
Em vida,
Em ganho?
E essa sua disposição que não se cansa
E faz de cada filho Sua criança,
E cuida os netos
Como cuida os filhos,
E a bisnetinha
Como se fosse elazinha
Uma rainha?
De onde essa sua explosão sem fim de afetos?
Essa sua uva, minha mãe, diz de que vinha
Que faz passar nossas dores,
Desfazer as discussões,
Arrumar os desacertos e incertezas
E afugentar malfeitores
E ladrões?
De onde essa sua fibra, minha mãe,
E essa serenidade incomum
Da sua voz
Capaz de desatar nós
Quando emitida,
Capaz de gerar a luz,
Capaz de gerar a vida?
De onde esse seu coração que enfrenta tudo:
Derrota, luto, perda, desamor,
Ingratidão, desrespeito, o mal absurdo,
Usando o amor, e mais nada, como escudo,
E semeando por ai o amor?
Vem dessa alma
Que só as mães tem
Tecida com fios de querer-bem,
E com retalhos de sinceridade,
Alimentada com as pilhas alcalinas
Da boa-vontade,
Pintada com as cores cristalinas
Da sinceridade...
Vem dos pedacinhos de amor que Deus
Recolheu no Paraíso
Porque mandar Anjos pra habitar a Terra
Era preciso... Vem da essência escondida
Da formula da alegria,
Que às vezes se chama vida,
Outras vezes, poesia,
Muitas vezes, mãe serena,
Muitas, mãe sem garantia
Que empresta calor,
Carinho,
Compreensão,
Companhia...
Vem da palavra verdade,
Da missão sempre cumprida,
Vem dessa luz que ilumina os olhos meus...
Vem da serenidade
Enternecida,
Vem do berço,
Vem dos Anjos,
Vem de Deus...

1.8.05

Vida longa para a poesia
Escrito em dedicatória à comunidade quasepoesia que meu sobrinho criou no orkut em minha homenagem, em homenagem à minha poesia, à minha quase poesia... www.orkut.com/Community.aspx?cmm=3766873

Vida longa para a poesia,
E para suas rimas e surpresas...
Aqui no orkut, nos sites, blogs,
Nas páginas dos livros sobre as mesas...

Vida longa para a poesia,
Senhora mãe das delicadezas,
Madrinha boa da felicidade,
Pedra que lima asperezas...

E para a poesia vida longa,
Feito a do samba de Donga
Que sobreviveu...

Vida longa para a poesia...
E que haja poesia todo dia...
Porque a poesia é a luz do breu...

27.7.05

O Amor
Aos amigos Erick e Giselle que recentemente se declararam marido e mulher.
Erick é meu colega de plantão e poesia: www.diadeplantao.zip.net

Nem é preciso que seja extravagante,
Inesgotável o amor, amor sem fim,
Absolutamente transbordante,
Não é preciso que seja o amor assim

Absolutamente espetacular, feito um diamante,
Escrito inteiro de palavra sim,
Não é preciso que seja impressionante
Como uma musica de Jobim...

Basta que feito de sinceridade,
Que guarde sempre boa vontade,
Supere as crises de contradição...

Basta que seja, então, amor, mais nada,
A unir quem ama à pessoa amada,
Basta que venha do coração...