Afinidades
Eu me dou bem com as faltas de importancia,
Com os desinteresses em geral,
Com as coisas simples, sem relevancia,
Comuns, como biscoitos de agua e sal,
E vejo, onde ninguem ve elegancia,
Rabiscos de elegancia sem igual,
Eu me dou bem com o vento desde a infancia,
E com a formiga, com a folha, com a roupa no varal...
Não vivo a perseguir titularias...
Em vez de titulos, as rimas das poesias
Sabem fazer melhor a minha cabeça...
Eu me dou bem desde miudo entre as miudezas...
Sinto-me em casa entre as delicadezas...
Tomara Deus, por fim, que eu nunca cresça...
1.12.10
26.11.10
A espera (o poeta)
Passei uma hora tentando, esperando,
Arrodeando o poema por uma hora e meia,
Rabiscando um verso inutil, mas tentando,
E inalcançável, como a lua cheia...
Tentando me aproximar, me arrodeando,
Como se eu fosse uma teia,
Como quem nem sabe a letra e vai cantando,
Inconsistente, como um grão de areia...
E ali, por essa mais do que uma hora,
Como um viajante que não vai embora
Mesmo sem ter a chave do portão,
Tentei o poema com fibra de insistente,
Sonhando em recebe-lo de presente,
Ou por piedade, ou sinal de gratidão...
Passei uma hora tentando, esperando,
Arrodeando o poema por uma hora e meia,
Rabiscando um verso inutil, mas tentando,
E inalcançável, como a lua cheia...
Tentando me aproximar, me arrodeando,
Como se eu fosse uma teia,
Como quem nem sabe a letra e vai cantando,
Inconsistente, como um grão de areia...
E ali, por essa mais do que uma hora,
Como um viajante que não vai embora
Mesmo sem ter a chave do portão,
Tentei o poema com fibra de insistente,
Sonhando em recebe-lo de presente,
Ou por piedade, ou sinal de gratidão...
A espera (o poema)
O poema tentou uma hora me esperando,
Ou me arrodeou por uma hora e meia,
Tentando, sempre em silencio, mas tentando,
Inconfundivel, como uma lua cheia...
O poema, por mais de uma hora me arrodeando,
Como se fosse uma teia,
Cantando seu verso em silencio, mas cantando,
Imperceptivel, como um grão de areia...
E ali, por essa mais do que uma hora,
Como um carteiro que não vai embora
E permanece próximo ao portão,
O poema me esperou, verso insistente,
E trouxe-me esse soneto de presente
Que eu tento registrar, por gratidão...
O poema tentou uma hora me esperando,
Ou me arrodeou por uma hora e meia,
Tentando, sempre em silencio, mas tentando,
Inconfundivel, como uma lua cheia...
O poema, por mais de uma hora me arrodeando,
Como se fosse uma teia,
Cantando seu verso em silencio, mas cantando,
Imperceptivel, como um grão de areia...
E ali, por essa mais do que uma hora,
Como um carteiro que não vai embora
E permanece próximo ao portão,
O poema me esperou, verso insistente,
E trouxe-me esse soneto de presente
Que eu tento registrar, por gratidão...
30.10.10
Um poeminha pra Suelen
Eu te faria um poeminha assim
Escrito todo de palavra boa
Dessas palavras que se espalham num jardim,
Ou caem das asas de um passaro quando voa,
Eu te faria um poeminha assim
Porque tu és um docinho de pessoa
Que faz aparecer palavra em mim
E eu tento rabiscar um verso a toa
E eu te faria esse poeminha
Feito de letra delicadinha
Um verso pra tentar te fazer um bem
Um poeminha bobinho, eu te faria
Feito de vento, de luz, de fantasia,
Feito de palavrinha de nenem…
Eu te faria um poeminha assim
Escrito todo de palavra boa
Dessas palavras que se espalham num jardim,
Ou caem das asas de um passaro quando voa,
Eu te faria um poeminha assim
Porque tu és um docinho de pessoa
Que faz aparecer palavra em mim
E eu tento rabiscar um verso a toa
E eu te faria esse poeminha
Feito de letra delicadinha
Um verso pra tentar te fazer um bem
Um poeminha bobinho, eu te faria
Feito de vento, de luz, de fantasia,
Feito de palavrinha de nenem…
27.10.10
O seu sorriso
Para Camila Mendez
Não é somente um tempero pro seu rosto,
É um verso doce, sem tradução,
Não tem pecado, exala bom gosto,
Enigma que não tem explicação.
É como um pássaro sempre bem disposto,
Discreto como bolha de sabão,
Como se o próprio coração exposto,
O seu sorriso é todo pulsação...
O seu sorriso é fermento pra quem mira,
É grave, como a mentira,
Oportunista, como um goleador,
Gigante como a Baia da Guanabara,
Intenso como a chuva que não para,
E quase inconfundivel, como o amor...
Para Camila Mendez
Não é somente um tempero pro seu rosto,
É um verso doce, sem tradução,
Não tem pecado, exala bom gosto,
Enigma que não tem explicação.
É como um pássaro sempre bem disposto,
Discreto como bolha de sabão,
Como se o próprio coração exposto,
O seu sorriso é todo pulsação...
O seu sorriso é fermento pra quem mira,
É grave, como a mentira,
Oportunista, como um goleador,
Gigante como a Baia da Guanabara,
Intenso como a chuva que não para,
E quase inconfundivel, como o amor...
12.10.10
Às mães de UTI
(Às mães das crianças internadas na UTI Nicola Albano)
(Às mães das crianças internadas na UTI Nicola Albano)
Mães delicadas, maravilhosas,
Mães heroinas do meu coração,
Mães dedicadas, mães cuidadosas,
Mães que são feitas todas de paixão...
Mães que são como o perfume das rosas:
Mexem com a nossa emoção...
Mães privilegiadas, mães dadivosas,
Tão lindas que não tem explicação...
Que Deus esteja sempre do seu lado
Mantendo esse coração iluminado
Que ensina o que é o amor à Terra inteira...
Muito obrigado por tudo, mães queridas
Que tocam com seu amor as nossas vidas
E com sua força tão verdadeira...
3.10.10
Refugio
(À Escola Jesus Cristo em seu aniversario: 27/out/2010)
E quando tudo em volta é ameaça,
Hipocrisia, maledicencia,
Como uma tempestade que não passa,
Como uma cólica que ataca com insistencia,
E quando em volta a vida perde a graça:
Angustia, dor, falta de transparencia,
Miséria, mágoa, desespero, farsa,
Desatenção, descuido, negligencia,
E quando tudo em volta não ajuda,
Como uma febre absurda
Que desconhece o caminho de ceder,
A Escola é o meu refugio verdadeiro,
Repouso generoso e companheiro,
Colo materno a me proteger...
(A Escola é o meu refugio preferido,
Meu significado, meu sentido,
Meu bálsamo de não esmorecer...)
(À Escola Jesus Cristo em seu aniversario: 27/out/2010)
E quando tudo em volta é ameaça,
Hipocrisia, maledicencia,
Como uma tempestade que não passa,
Como uma cólica que ataca com insistencia,
E quando em volta a vida perde a graça:
Angustia, dor, falta de transparencia,
Miséria, mágoa, desespero, farsa,
Desatenção, descuido, negligencia,
E quando tudo em volta não ajuda,
Como uma febre absurda
Que desconhece o caminho de ceder,
A Escola é o meu refugio verdadeiro,
Repouso generoso e companheiro,
Colo materno a me proteger...
(A Escola é o meu refugio preferido,
Meu significado, meu sentido,
Meu bálsamo de não esmorecer...)
6.8.10
Aos oitenta
(À minha mãe)
Experimente fazer oitenta
Como se estivesse contornando os vinte:
Maravilhosa,
Doce,
Delicada,
Segura,
Forte,
Leve,
E com requinte...
Experimente,
E o faça com elegancia,
Como quem sonha
Com o dia seguinte...
Experimente fazer oitenta
Como quem faz dez,
Como quem faz vinte e tres...
Como quem põe os pés
Em terra firme,
Como quem prometeu
A Deus
Fazer
E fez...
Experimente fazer oitenta
E soltar-se soberana por ai,
Como se fosse branda bailarina,
Um rio doce,
Um anjo que sorri...
Experimente,
Tente,
Nem é facil,
Eu sei,
Mas voce pode conseguir...
Mais do que ler e escrever
Aprenda a ouvir,
Mais do que somar e ter,
Aprenda a dar
Mais que multiplicar,
Aprenda a dividir
E se entregando,
Aprenda asim,
Doando-se,
A ganhar
Não a moeda
Misera, avarenta,
Outra riqueza sim,
Maior que o mar,
E a não ter nada
Como quem se agrada
Com o pão de cada dia
Conquistado,
A roupa do corpo,
Não muito mais,
E muita paz,
E o coração alinhado...
Experimente
Fazer oitenta
Como quem faz
Quatro ou cinco,
Ou desessete...
Como quem, soberana,
Não se rende,
Icaro que não se derrete...
Experimente,
E chegue aos seus oitenta
Com a poesia
De um recem-nascido...
Como se fosse
Mágica dos Anjos...
Experimente...
Voce não sairá arrependido...
(À minha mãe)
Experimente fazer oitenta
Como se estivesse contornando os vinte:
Maravilhosa,
Doce,
Delicada,
Segura,
Forte,
Leve,
E com requinte...
Experimente,
E o faça com elegancia,
Como quem sonha
Com o dia seguinte...
Experimente fazer oitenta
Como quem faz dez,
Como quem faz vinte e tres...
Como quem põe os pés
Em terra firme,
Como quem prometeu
A Deus
Fazer
E fez...
Experimente fazer oitenta
E soltar-se soberana por ai,
Como se fosse branda bailarina,
Um rio doce,
Um anjo que sorri...
Experimente,
Tente,
Nem é facil,
Eu sei,
Mas voce pode conseguir...
Mais do que ler e escrever
Aprenda a ouvir,
Mais do que somar e ter,
Aprenda a dar
Mais que multiplicar,
Aprenda a dividir
E se entregando,
Aprenda asim,
Doando-se,
A ganhar
Não a moeda
Misera, avarenta,
Outra riqueza sim,
Maior que o mar,
E a não ter nada
Como quem se agrada
Com o pão de cada dia
Conquistado,
A roupa do corpo,
Não muito mais,
E muita paz,
E o coração alinhado...
Experimente
Fazer oitenta
Como quem faz
Quatro ou cinco,
Ou desessete...
Como quem, soberana,
Não se rende,
Icaro que não se derrete...
Experimente,
E chegue aos seus oitenta
Com a poesia
De um recem-nascido...
Como se fosse
Mágica dos Anjos...
Experimente...
Voce não sairá arrependido...
6.6.10
Descobrimento
Tanta palavra,
Tanto trabalho,
Tanto diagnostico
Avassalador,
Tanta cultura
Entre a dor e a cura,
Tanta procura
Pelo fim da dor,
Tanta rotina,
Tanto envolvimento,
Tanto equipamento
De alto valor,
E nada disso
Garante um cuidador...
É necessário
Mais do que leitura,
Mais do que máquina
Ou do que o titulo
De Doutor...
A técnica
Não acaba com a tristeza,
O antibiótico
Não cura o sofredor...
É necessário
Mais do que o salário,
É necessário
Uma fonte de calor
Que afaste o medo
E faça companhia
Sem se importar
Com nome, idade ou cor...
É o amor...
Só ele o que nos basta.
Sem ele tudo é fraco
E enganador.
Experimente algum dia
Não ter nada,
Além de seu olhar
Confortador,
Além de um aperto de mão
Ou de um sorriso,
Além de um gesto
Doce e apoiador...
Experimente nesse dia
Não ter nada
E esse dia será
Revelador
Porque não será preciso
Mais que nada
Se, tendo nada,
Você tiver amor...
Porque a vida sem amor
É uma roubada
E é sempre transformada
Pelo amor...
Amor que é tudo de bom,
Que a tudo agrada...
Amor essencial...
Profundo amor...
Tanta palavra,
Tanto trabalho,
Tanto diagnostico
Avassalador,
Tanta cultura
Entre a dor e a cura,
Tanta procura
Pelo fim da dor,
Tanta rotina,
Tanto envolvimento,
Tanto equipamento
De alto valor,
E nada disso
Garante um cuidador...
É necessário
Mais do que leitura,
Mais do que máquina
Ou do que o titulo
De Doutor...
A técnica
Não acaba com a tristeza,
O antibiótico
Não cura o sofredor...
É necessário
Mais do que o salário,
É necessário
Uma fonte de calor
Que afaste o medo
E faça companhia
Sem se importar
Com nome, idade ou cor...
É o amor...
Só ele o que nos basta.
Sem ele tudo é fraco
E enganador.
Experimente algum dia
Não ter nada,
Além de seu olhar
Confortador,
Além de um aperto de mão
Ou de um sorriso,
Além de um gesto
Doce e apoiador...
Experimente nesse dia
Não ter nada
E esse dia será
Revelador
Porque não será preciso
Mais que nada
Se, tendo nada,
Você tiver amor...
Porque a vida sem amor
É uma roubada
E é sempre transformada
Pelo amor...
Amor que é tudo de bom,
Que a tudo agrada...
Amor essencial...
Profundo amor...
5.6.10
Aritimética
Quem divide felicidade, multiplica felicidade,
Felicidade não ocupa lugar no coração.
Quer ser feliz? Seja feliz à vontade.
É só querer. É só não dizer não...
E dai se existe a dificuldade,
O desafeto, o ciume, a perseguição?...
A noite é só a metade.
A outra metade é o sol. É a claridão.
Por isso é que felicidade espalhada
Significa felicidade multiplicada
E aumenta suas chances de ser feliz...
Por isso é que é assim: nunca termina.
É como aquele restinho de purpurina
Grudada no seu nariz...
Quem divide felicidade, multiplica felicidade,
Felicidade não ocupa lugar no coração.
Quer ser feliz? Seja feliz à vontade.
É só querer. É só não dizer não...
E dai se existe a dificuldade,
O desafeto, o ciume, a perseguição?...
A noite é só a metade.
A outra metade é o sol. É a claridão.
Por isso é que felicidade espalhada
Significa felicidade multiplicada
E aumenta suas chances de ser feliz...
Por isso é que é assim: nunca termina.
É como aquele restinho de purpurina
Grudada no seu nariz...
4.6.10
Amamentar
Amamentar é um ato psíquico,
Indiscutivelmente, um ato político,
Seguramente, um gesto psicológico...
Amamentar é um momento magnífico,
Traduz, decerto, um posicionamento critico,
Amamentar é um ícone ecológico...
Para muitas mães, traduz um ato prático,
Para muitos bebes, um exercício rítmico,
Talvez, dos movimentos, o mais democrático,
Dos comportamentos, o mais mítico...
Amamentar é fantástico...
É o antídoto contra o bico plástico,
É mais antigo que o homem paleolítico,
Definitivamente o encontro mais romântico,
Possivelmente o termo mais poético,
Provavelmente o contato mais intimo,
E embora às vezes ganhe um tom dramático,
Não há como negar-lhe o lado místico...
Não há como não ver seu lado lúdico,
De significado tão elástico,
Coerente como um calculo aritmético.
Por isso um gesto sempre tão simpático,
Por isso nunca de um padrão estático,
Por isso quase sempre um gosto estético...
Amamentar é um ato psíquico,
Indiscutivelmente, um ato político,
Seguramente, um gesto psicológico...
Amamentar é um momento magnífico,
Traduz, decerto, um posicionamento critico,
Amamentar é um ícone ecológico...
Para muitas mães, traduz um ato prático,
Para muitos bebes, um exercício rítmico,
Talvez, dos movimentos, o mais democrático,
Dos comportamentos, o mais mítico...
Amamentar é fantástico...
É o antídoto contra o bico plástico,
É mais antigo que o homem paleolítico,
Definitivamente o encontro mais romântico,
Possivelmente o termo mais poético,
Provavelmente o contato mais intimo,
E embora às vezes ganhe um tom dramático,
Não há como negar-lhe o lado místico...
Não há como não ver seu lado lúdico,
De significado tão elástico,
Coerente como um calculo aritmético.
Por isso um gesto sempre tão simpático,
Por isso nunca de um padrão estático,
Por isso quase sempre um gosto estético...
22.5.10
Poema Alagoano
Ao sopro da brisa entre a Ponta Verde e a Pajuçara
Escrevo um verso de um poema alagoano...
As nuvens impedem o sol na minha cara,
A praia tenta desviar meu plano:
Um verso alagoano... E o tempo para...
O pensamento parece um aeroplano.
A praia entre a Ponta e a Pajuçara é rara,
E o verso atonito escapa, doidivano...
Um poema alagoano que eu queria
Como um brinquedo pra minha poesia,
Um verso inteiro escrito em Alagoas
Como se eu estivesse deitado numa rede
Ao sopro da brisa entre a Pajuçara e a Ponta Verde,
E que trouxesse ao coração só coisas boas...
Ao sopro da brisa entre a Ponta Verde e a Pajuçara
Escrevo um verso de um poema alagoano...
As nuvens impedem o sol na minha cara,
A praia tenta desviar meu plano:
Um verso alagoano... E o tempo para...
O pensamento parece um aeroplano.
A praia entre a Ponta e a Pajuçara é rara,
E o verso atonito escapa, doidivano...
Um poema alagoano que eu queria
Como um brinquedo pra minha poesia,
Um verso inteiro escrito em Alagoas
Como se eu estivesse deitado numa rede
Ao sopro da brisa entre a Pajuçara e a Ponta Verde,
E que trouxesse ao coração só coisas boas...
Poema aéreo (II)
Escrito em 16 de maio de 2010 em algum lugar no céu do Brasil entre Rio e Maceió, já quase aterrisando.
Cade a rima de que eu precisava
Para escrever esse poema aéreo?
Tentei daqui de cima uma palavra
Que respeitasse esse unico critério:
Que fosse aquela de que eu necessitava...
Não era pra me levar tão a sério...
Era só uma rima o que eu buscava...
Não um império...
O comandante anuncia a aterrissagem...
Já vai chegando ao fim a minha viagem
E a rima brincando de esconde-esconde...
E escapa para longe do soneto,
Quase gorando esse ultimo terceto...
Será que essa danada foi pra onde...
Escrito em 16 de maio de 2010 em algum lugar no céu do Brasil entre Rio e Maceió, já quase aterrisando.
Cade a rima de que eu precisava
Para escrever esse poema aéreo?
Tentei daqui de cima uma palavra
Que respeitasse esse unico critério:
Que fosse aquela de que eu necessitava...
Não era pra me levar tão a sério...
Era só uma rima o que eu buscava...
Não um império...
O comandante anuncia a aterrissagem...
Já vai chegando ao fim a minha viagem
E a rima brincando de esconde-esconde...
E escapa para longe do soneto,
Quase gorando esse ultimo terceto...
Será que essa danada foi pra onde...
Poema aéreo
Escrito em 16 de maio de 2010 em algum lugar no céu do Brasil entre Rio e Maceió.
A rima escrita daqui de cima
A centenas de quilometros do chão,
Pode até parecer a mesma rima
Mas não é não...
E pode até parecer, porque combina,
A mesma rima, escrita num avião,
Mas certamente possui mais adrenalina
E um toque especial de inspiração...
A rima escrita daqui de tanta altura
Parece um gole puro de agua pura,
Não é a rima usual do dia a dia...
A rima escrita daqui da aeronave
É mais sutil, mais sensivel, é mais suave,
E é mais propicia para a poesia...
Escrito em 16 de maio de 2010 em algum lugar no céu do Brasil entre Rio e Maceió.
A rima escrita daqui de cima
A centenas de quilometros do chão,
Pode até parecer a mesma rima
Mas não é não...
E pode até parecer, porque combina,
A mesma rima, escrita num avião,
Mas certamente possui mais adrenalina
E um toque especial de inspiração...
A rima escrita daqui de tanta altura
Parece um gole puro de agua pura,
Não é a rima usual do dia a dia...
A rima escrita daqui da aeronave
É mais sutil, mais sensivel, é mais suave,
E é mais propicia para a poesia...
1.4.10
Quem foi que disse que pra ta junto precisa ta perto?
Para M.
Depois de ouvir a musica Pensa em Mim no CD Cheiro de Amor Acustico.
Naqueles dias quando estou sozinho,
Exatamente desacompanhado,
Eu sempre arrumo um jeito do meu caminho
Trazer voce do meu lado,
Seja no pensamento, de levinho,
Seja no celular, por um recado,
Seja num gesto feito de carinho,
Seja num mimo por um agrado,
E nesses dias sem voce por perto
Sua presença me afasta do deserto
E torna acompanhada a minha vida,
E eu respiro tranquilo e aliviado
Sem voce por perto mas com voce do meu lado
Fazendo a minha estrada mais querida...
Para M.
Depois de ouvir a musica Pensa em Mim no CD Cheiro de Amor Acustico.
Naqueles dias quando estou sozinho,
Exatamente desacompanhado,
Eu sempre arrumo um jeito do meu caminho
Trazer voce do meu lado,
Seja no pensamento, de levinho,
Seja no celular, por um recado,
Seja num gesto feito de carinho,
Seja num mimo por um agrado,
E nesses dias sem voce por perto
Sua presença me afasta do deserto
E torna acompanhada a minha vida,
E eu respiro tranquilo e aliviado
Sem voce por perto mas com voce do meu lado
Fazendo a minha estrada mais querida...
30.3.10
Ao meu irmão Celsinho por ocasião de seus 49 anos em 21/03/10
É uma honra ter-te como irmão
Sincero, amigo, amável, camarada,
Inteiro feito só de coração
E de alma integra e dedicada
É uma honra sem comparação
A vida já não me deve mais nada.
Tenho por ti um rio de gratidão
E uma vida gratificada.
Feliz aniversário, bom menino.
Que Deus cubra de bençãos seu destino
E faça da tua vida um milagre diário...
Feliz aniversário, meu irmãozinho...
É o pique.. é hora... Palmas pra Celsinho...
Deus te abençoe. Feliz Aniversário!!!
É uma honra ter-te como irmão
Sincero, amigo, amável, camarada,
Inteiro feito só de coração
E de alma integra e dedicada
É uma honra sem comparação
A vida já não me deve mais nada.
Tenho por ti um rio de gratidão
E uma vida gratificada.
Feliz aniversário, bom menino.
Que Deus cubra de bençãos seu destino
E faça da tua vida um milagre diário...
Feliz aniversário, meu irmãozinho...
É o pique.. é hora... Palmas pra Celsinho...
Deus te abençoe. Feliz Aniversário!!!
Ao meu irmão Flávio, por ocasião de seus 51 anos em 05/09/09
Ja passa dos cincoenta esse menino
Que não desiste de sua mocidade...
Parece coisa magica do destino
Ou fruto doce da fatalidade:
Passar dos 50 e permanecer tão fino
Balde que transborda cordialidade...
51 mantendo-se um bambino,
Um bom menino, diga-se de passagem...
E não foi pouca vida essa vivida
Por esse menino cinquentão, e a lida
Não foi coisa menor, pouquinha coisa não...
Meu irmão, irmão cinquentenário...
Feliz irmão... Feliz aniversário...
Que Deus te proteja e guarde, meu irmão...
Ja passa dos cincoenta esse menino
Que não desiste de sua mocidade...
Parece coisa magica do destino
Ou fruto doce da fatalidade:
Passar dos 50 e permanecer tão fino
Balde que transborda cordialidade...
51 mantendo-se um bambino,
Um bom menino, diga-se de passagem...
E não foi pouca vida essa vivida
Por esse menino cinquentão, e a lida
Não foi coisa menor, pouquinha coisa não...
Meu irmão, irmão cinquentenário...
Feliz irmão... Feliz aniversário...
Que Deus te proteja e guarde, meu irmão...
4.3.10
Saudade
Que graça teria a vida se não houvesse a saudade,
Se não houvesse a vontade de querer rever alguém,
Se não coubesse na alma da gente essa necessidade,
Se não houvesse esse incomodo da gente se sentir tão sem?
Que graça teria a vida sem essa outra metade
Que quando acaba consegue fazer tudo ficar tão bem?
Que graça teria a vida sem essa tristeza que invade
O coração de quem sente saudade... E o de mais ninguém...
Que graça teria a vida sem a sua companhia,
Saudade, que é castigante como chuva em noite fria,
Que é como um gosto vinagre, que é como um mundo sem cor?
Por isso é que me pergunto que graça a vida teria
Saudade, sem suas brasas pra fornalha da poesia,
Que graça teria a vida, saudade, sem sua dor?
Que graça teria a vida se não houvesse a saudade,
Se não houvesse a vontade de querer rever alguém,
Se não coubesse na alma da gente essa necessidade,
Se não houvesse esse incomodo da gente se sentir tão sem?
Que graça teria a vida sem essa outra metade
Que quando acaba consegue fazer tudo ficar tão bem?
Que graça teria a vida sem essa tristeza que invade
O coração de quem sente saudade... E o de mais ninguém...
Que graça teria a vida sem a sua companhia,
Saudade, que é castigante como chuva em noite fria,
Que é como um gosto vinagre, que é como um mundo sem cor?
Por isso é que me pergunto que graça a vida teria
Saudade, sem suas brasas pra fornalha da poesia,
Que graça teria a vida, saudade, sem sua dor?
26.2.10
Constatação
para M.
Olha,
você é tão bonita quanto o Rio de Janeiro
em maio
e quase tão bonita
quanto a Revolução Cubana
Ferreira Gullar in Cantada
Voce é mais bonita do que um céu azulado,
Mais bonita do que uma tarde à beira-mar,
Voce é mais bonita do que um abraço apertado,
Mais bonita do que um verso de Gullar...
Voce é mais bonita do que um beijo roubado,
Mais bonita que o azul de Avatar,
Mais bonita do que eu teria imaginado,
Mais bonita do que eu saberia explicar...
Voce é mais bonita que a lua cheia
Espalhando prateados pela areia,
Desestabilizando o céu azul escuro...
Voce é mais bonita do que uma noite estrelada,
E diria a poesia, encabulada ,
Quase tão bonita quanto um bebe prematuro...
para M.
Olha,
você é tão bonita quanto o Rio de Janeiro
em maio
e quase tão bonita
quanto a Revolução Cubana
Ferreira Gullar in Cantada
Voce é mais bonita do que um céu azulado,
Mais bonita do que uma tarde à beira-mar,
Voce é mais bonita do que um abraço apertado,
Mais bonita do que um verso de Gullar...
Voce é mais bonita do que um beijo roubado,
Mais bonita que o azul de Avatar,
Mais bonita do que eu teria imaginado,
Mais bonita do que eu saberia explicar...
Voce é mais bonita que a lua cheia
Espalhando prateados pela areia,
Desestabilizando o céu azul escuro...
Voce é mais bonita do que uma noite estrelada,
E diria a poesia, encabulada ,
Quase tão bonita quanto um bebe prematuro...
Oferenda
Não posso te oferecer o mundo inteiro,
Tudo que der na imaginação:
Um caminhão cheinho de dinheiro,
Milhões de premios num grande caminhão,
A paisagem do Rio de Janeiro,
A lua cheia pra iluminação,
Passagens prum passeio de cruzeiro,
Milhões de lojas em liquidação...
Não posso te oferecer porque primeiro:
Seria acusado logo de exagero,
Segundo: não teria a minima condição...
Por isso procuro ser mais verdadeiro,
E se não posso dar-te o mundo inteiro,
Entrego inteiro a ti meu coração...
Não posso te oferecer o mundo inteiro,
Tudo que der na imaginação:
Um caminhão cheinho de dinheiro,
Milhões de premios num grande caminhão,
A paisagem do Rio de Janeiro,
A lua cheia pra iluminação,
Passagens prum passeio de cruzeiro,
Milhões de lojas em liquidação...
Não posso te oferecer porque primeiro:
Seria acusado logo de exagero,
Segundo: não teria a minima condição...
Por isso procuro ser mais verdadeiro,
E se não posso dar-te o mundo inteiro,
Entrego inteiro a ti meu coração...
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